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05/04/2007
Confira as perguntas que não foram respondidas na Mesa Redonda: "O Perfil Profissional - O que as empresas estão buscando no mercado"
No dia 26 de março, às 19h, a Revista Estudos e Negócios da ESAGS promoveu na Faculdade a Mesa Redonda
O Perfil Profissional: O que as empresas estão buscando no mercado. Confira as perguntas que não foram respondidas:
Milton Barreiro
Human Resources Director
Bridgestone Firestone do Brasil
1) As empresas estão realmente preparadas para receber um profissional com perfil mais empreendedor?
Não há dúvidas que sim. Todavia, é preciso lembrar que cada empresa tem sua cultura organizacional e, algumas vezes, o profissional cujo perfil éempreendedor, pretende implantar sua filosofia de trabalho numa velocidade nemsempre compatível com essa cultura. É preciso, portanto, que o profissional primeiro aprenda essa cultura e então sim procure imprimir um ritmo que permita alcançar seus propósitos.
2) Como é visto pelas empresas o profissional preparado (com línguas, formação superior epós-graduação) com ampla experiência, porém, em uma única empresa?
O momento do mercado atualmente percebe um profissional competente quando apresenta uma diversificação de experiências, o que não significa que seja uma verdade absoluta, nem tão pouco uma regra a ser seguida. O importante é que o profissional demonstre seu conhecimento e principalmente sua competência de inovação, que pode ter sido adquirida de outra forma que não a troca constante de empresas.
Eloi Cordas
Diretor de Recursos Humanos da Sulzer Brasil
1) As empresas estão realmente preparadas para receber um profissional com perfil mais empreendedor?
As empresas, como as pessoas, percorrem um caminho natural de evolução, em que são demandadas a atender as necessidades de mercado e de seus diversos públicos (clientes, fornecedores, empregados, comunidade, etc.). A evolução está atrelada a própria sobrevivência das organizações, e o mundo dos négocios requer cada vez mais inovação, qualidade, custos menores, velocidade de resposta, enfim, todas características que compoem o que chamamos de empreendedorismo. Assim, entendo que as empresas necessitam de profissionais com este perfil para terem sucesso e se perpetuarem.
2) Muito se discute sobre o perfil especialista e generalista. Se existe uma tendência, qual está em evidência?
Penso que os dois têm o mesmo grau de importância para as organizações, e que todo profissional deve ter alguma especialização e estar aberto a se desenvolver continuamente também em outros campos. Posições de gestão normalmente requerem uma atuação mais generalista, assentada em algumas bases de especialização desenvolvidas ao longo da carreira que lhe darão mais solidez e conteúdo para tomada de decisão, condução e implementação de projetos. Mais e mais as empresas têm necessitado constituir equipes de melhoria e inovação, compostas via de regra por especialistas em diversos assuntos, dando um caráter de multifuncionalidade a própria equipe, onde o que se destaca é a liderança, compentência básica de gestão.
3) Muitas empresas mantêm em seu corpo diretivo e gerencial profissionais de alta competência técnica, até pela tradição ou "tempo de casa". Na maioria dos casos, são profissionais com um "olhar contaminado" e pouca inteligência emocional. Como se relacionar com um superior hierárquico com esse estilo? Até quando as empresas continuarão com esse tipo de profissional nos quadros de gerência?
Tradicionalmente as posições de gestão nas empresas eram ocupadas por pessoas de alta competência técnica, muitas vezes alçadas a condição de gestores sem o devido preparo para a liderança. Em certas situações isto ocorria para que se pudesse oferecer ao profissional uma condição de crescimento em sua remuneração e status na organização. Com o tempo surgiu a alternativa da chamada "carreira Y", em que este crescimento ocorre em paralelo as posições de gestão, sem que necessariamente alguém que não tenha as competências básicas de liderança seja obrigado a assumir esta condição para ganhar mais. Isto permite que as empresas mantenham em seu quadro técnicos altamente qualificados para atender a este tipo de demanda, e ao mesmo tempo desenvolvam gestores melhor preparados e que de fato se sintam bem em liderar, trazendo benefício a todos.
4) Quais as principais características pessoais e profissionais que fazem a diferença nos processos de recrutamento e seleção das grandes empresas?
A Professora Paulette resumiu estas características de forma brilhante e completa em sua explanação inicial. Eu destacaria o seguinte: qualquer empresa, ao buscar um profissional no mercado, quer encontrar alguém que resolva. O que é isto? É alguém que tenha as competências essenciais para a posição, que tenha potencial para ir além, e que tenha a atitude correta para ajudar a empresa a obter resultados, crescer e se desenvolver. Atitude correta pode ser entendida como determinação, criatividade, vontade de realizar, entregar o que promete, ética, garra, bom senso. Muito disso está presente nos valores de cada um, na maneira como encara a vida e como se posiciona diante dos desafios. Não é fácil ou simples avaliar estas coisas nos processos seletivos, mas quem faz a diferença normalmente se destaca em pouco tempo. Não há receita para chegar lá, mas certamente auto-crítica, auto-desenvolvimento e muita vontade - estar mesmo afim de fazer a diferença - ajudam. |
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