 |
 |
 |
|
 |
09/02/2009
Mesa Redonda na ESAGS é um sucesso
A Mesa Redonda promovida pela ESAGS foi um sucesso. Participaram mais de 100 pessoas, entre alunos, pais e convidados. Alguns alunos da ESAGS, campus Santos, também prestigiaram o evento. O debate será publicado na Revista de Administração Estudos e Negócios. Aguardem a próxima edição!
Alexandre de Almeida.
Equipe Editorial da Revista Estudos e Negócios.
Crise Econômica Mundial - como sair dela?
A Escola Superior de Administração e Gestão - ESAGS Santo André, organizou na noite do dia 05 de fevereiro no auditório da Instituição uma mesa redonda sobre Crise Econômica Mundial - com o tema "Esperando o melhor, preparando-se para o pior: as empresas no aprofundamento da crise". Estiveram presentes no evento o professor Valmir Aparecido Conde (mediador), o professor PhD. em Economia, Pedro Carvalho de Mello e o Vice-Diretor do CIESP de São Bernardo do Campo Hitoshi Hyodo.
Os membros da mesa somaram com brilhantismo, a experiência profissional com um extenso currículo nas áreas de gestão financeira e produção industrial. Valmir Aparecido Conde é pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas, professor da ESAGS, com vivência de 28 anos no setor automobilístico. Pedro Carvalho de Mello é membro do Comitê Latino-Americano de Assuntos Financeiros (CLAAF) e PhD em Economia pela University of Chicago e professor da ESAGS. Hitoshi Hyodo é empresário e Vice-Diretor do CIESP de São Bernardo do Campo.
Tratando-se de um tema atual e preocupante, o debate esclareceu as dúvidas da platéia referente à crise econômica mundial. Conceitos sobre como enfrentar a crise com consciência e sem desespero foram as palavras chaves do debate.
No conjunto dos temores da população brasileira a que se destaca nesse período de crise é o medo de perder o emprego. Muitas empresas estão demitindo devido à falta de procura de produtos. Se a empresa, não vende, não fatura se não fatura, deixa de produzir. A consequência é a demissão, que por sua vez, leva a redução do consumo retro-alimentando uma espécie de círculo vicioso. Os empregados são os primeiros a sentirem a crise, sendo obrigados através de acordos, a diminuir a carga de trabalho e o salário para não perderem o emprego. Outros empregadores que têm uma dívida maior para pagar, principalmente devido ao investimento feito antes da crise, são obrigados a partir para a demissão.
Algumas empresas são exceções nesse cenário, devido à carteira de clientes herdada de empresas concorrentes, como diz Hitoshi Hyodo. O setor de mineração e o setor de turbinas, por exemplo, estão com uma alta demanda devido a qualidade dos serviços nacionais, já que algumas empresas do setor mundo afora quebraram. Isso gera produção, vendas, empregos, lucros e movimenta a economia. Entretanto, afirma o economista Pedro Mello, o setor financeiro é o combustível da economia e precisamos analisar melhor o que se passa no setor, pois é aqui que a crise esta ancorada, a industria trabalha com crédito.
O debate mostrou que o Brasil é um país competitivo diante da crise. Nossos recursos permitem a possibilidade de desenvolvimento nas áreas tecnológicas, construção civil, serviços e infra-estrutura. O problema é que o país está passando por um momento hostil e isso dificulta nosso progresso. A carga tributária é pesada, a taxa de juros é muito alta e a falta de crédito prejudica as empresas. Esse ambiente causa grandes impactos (negativo) na economia brasileira.
Para os presentes à Mesa, a população brasileira também é responsável pelo desenvolvimento do país, e não pode deixar a decisão somente nas mãos dos chefes de Estado. A democracia permite que façamos parte do estudo de estratégias para o desenvolvimento justo e eficaz que necessitamos. A participação de todos os brasileiros é muito importante nas tomadas de decisões.
O que é a crise? O que causa a crise? Quanto tempo vai durar? O que pode ser feito? Talvez seja a hora de cessar as perguntas e partir para à ação: mãos à obra, dizia Hitoshi. Ou ainda, chamar os melhores profissionais brasileiros para juntos pensarem numa estratégia para superar a crise e partir para o desenvolvimento e segundo a visão do representante da CIESP - São Bernardo do Campo, a solução é o diálogo, a conversa: "nós empresários queremos conversar com todos os setores envolvidos com o desenvolvimento do país". Cada decisão tem que ser passada para a população para que juntos possamos trabalhar por um futuro melhor. Sair da crise só depende de nós.
Léia Machado - jornalista. |
 |
|
|
|
|
 |
ESAGS
- Escola Superior de Administração e Gestão
UNIDADE ABC:
Av. Industrial, 1455 - Santo André/SP
- Fone: (11) 4433-6161
UNIDADE SANTOS:
Av. Conselheiro Nébias, 159 - Santos/SP - Fone: (13) 3228-6003 |
|
|
 |
|